“Vitórias precisam ser conectadas, caso contrário não levarão a lugar algum”.
John Lewis Gaddis
Quem realizou o sonho de Júlio César foi seu sobrinho e filho adotivo, Otávio César Augusto. Prudente, um gênio estratégico, soube combinar as forças que tinha com maestria. Controlou o timing de suas mais severas intervenções em um sistema vivo e complexo – a política romana depois do assassinato de seu tio. Soube a hora de avançar e a hora de esperar.
Verde, a estratégia é prática, tem os pés no chão (na grama). Sem se deixar levar pelas ambições, sem cair como escravo da hesitação.
Como costumo dizer, nada é exatamente difícil de se fazer, “o difícil mesmo é fazer sempre”. A natureza oferece a lição do ritmo e da progressiva expansão.
Desde o P&D podemos criar protótipos e experimentar as coisas. Testar em contato direto com mercado. Ver como os primeiros frutos orientam o cultivo. Devemos investir mais? Menos? Devemos pivotar o modelo de negócio? Que tal experimentar a mesma coisa com outro perfil de consumidor?
Certos vegetais precisam de mais CPK... Umas plantas precisam de menos água... Os bonsais vingam num formato, não necessariamente no outro... Algumas sementes comportam-se melhor em terras diferentes...
Alocar e realocar recursos. Programar as iniciativas em curto, médio e longo prazos. Ordem no espaço, ritmo no tempo. Ordenar, desordenar e reordenar. Ritmos diários, semanais, mensais, trimestrais, anuais. O verdejante panorama de um bioma cheio de vida é complexo, entrelaçado, e permite múltiplas combinações. Descobrir qual será a mais prolífica é um problema bom de resolver.
É aprender a fazer a fotossíntese: transformar matérias primas em produtos e serviços. Daí virá o oxigênio (caixa) e o amido (lucro) necessário para a sobrevivência e o crescimento. E nada disso se faz em um dia. Faz-se sempre.
Sendo capaz de perseverar e continuar fiel às prioridades, o estrategista terá êxito. Foco e comprometimento fazem a boa estratégia funcionar.


A vermelha é mais meu perfil.