“Você não precisa de um futuro perfeito; você precisa de um vetor viável”.
Dave Snowden
Verter em rubra energia é um atributo dos grandes estrategistas. Alguns, aliás, sangraram, literalmente.
Alexandre Magno movia seu exército tão rápido que Dario não suspeitou de um ponto fraco que tinha. Apesar de que os Persas estavam em muito maior número e bem posicionados, em comparação com os Gregos, eram lentos de resposta. No Granico, contra todos os indicativos, ele arremete contra o adversário “de tal maneira que esta ação parecia ser conduzida mais pelo delírio e pelo desespero, do que pela prudência”. Não era. Ele venceu.
Depois de Isso, quando Dario fugiu, ficou fácil Alexandre conquistar a Pérsia, com o êxito em Gaugamela. O jovem e impressionante general Macedônico era rápido, acionava suas estratégias com determinação e mobilizava seu contingente com notável liderança. E ele estava sempre na linha de frente.
O sangue é símbolo da vida e o fogo que queima as madeiras prepondera na mesma cor. Sem energia, toda estratégia falha. Não acontece.
Colorir a estratégia de vermelho é responsabilizar-se pela execução. Sem ir à frente, dando o exemplo, expondo-se ao risco com skin in the game, fica difícil engajar as pessoas.
A verdade é que ninguém segue um deck de slides. O power point não tem este poder. Os colaboradores da empresa precisam de líderes, seres humanos de carne e osso, com virtudes e defeitos. Precisam de uma referência real para servir de modelo. Precisam ser motivados e ganhar confiança de que a empreitada vai dar certo.
Convicção, quando é abundante, transborda. E contagia. Os maiores estrategistas são capazes de magnetizar a todos com sua energia. Carisma funciona.
O grande Alexandre resolveu o problema do nó Górdio cortando-o com sua espada. Às vezes, a estratégia é simplesmente agir. Sem impulsividade, convicto e lúcido, você age, simplesmente avança. Sangue nos olhos também atributo dos bons estrategistas.

